Tereza tece em teares numa tarde tórrida,
Triste, Tereza torce os tecidos tecendo toalhas.
Quanta coisa canta Tereza, enquanto tece e teima
E enquanto canta, trança os fios do tenro tecido.
Quanta coisa passa, o tempo passa, e Tereza tece…
As tranças de Tereza crescem enquanto ela trança
E teimando e trançando, Tereza tece tapetes.
Tereza tece velas, tece rios, tece vales
Tereza tece caravelas, e para elas, tece mares…
Quanta coisa passa pela mente de Tereza…
Lá, Tereza tece sonhos, tece tudo, tanto…
Mas teima a tórrida tarde em tecer verdades
E o tempo, terrível, tece a vida vã de Tereza
E triste, Tereza trança fios e tece em teares.









