Espera aí, ainda não sei se conto ou não… Tá, vou contar…
Seguinte: é esse tipo de situação que me deixa muito chateada. Eu sou a nora com que toda mãe sempre sonhou… Não bebo, não fumo, não uso drogas, sou ótima aluna, muito educada e discreta, todas essas coisas… Sou uma garota gente boa, juro! Não que eu não tenha humildade, mas eu detesto falsa modéstia…
O problema é que eu namoro uma mocinha… E a família dela queria que ela namorasse um mocinho. Sem noção, não é??? Se eu fosse delinqüente, mau caráter, um monte de coisa, mas tivesse um pênis, tudo ficaria bem…
Tá. Continuando. Toda vez que eles vêm visita-la aqui na nossa cidade, eu tenho que juntar todas as minhas coisas e ir embora da casa dela. Dessa vez, não era o melhor momento pra uma visita, pois eu estou com virose e infecção intestinal, e tudo o que eu queria era ser muito mimada, não levantar da cama pra nada, ficar recebendo os carinhos dela. Mas como o pai dela acha que ela tem que passar o dia dos namorados com ele e não comigo, juntei meus cacarecos e fui pra minha casa, que está um caos, por causa da reforma. Uma amiga me levou de carro, pois era impossível levar as malas na bicicleta, e a minha bike ficou na garagem do vizinho.
Eis que os pais dela chegaram ontem, e hoje foram todos para uma viagem em família. Voltarão no domingo e passarão uma longa semana aqui, tempo durante o qual fingiremos que eu não existo. Eu, contudo, hoje, quis aproveitar a ausência deles pra buscar minha bicicleta. Acontece que chegando aqui, não sei se por efeito da maldita virose, ou da infecção intestinal, me deu um tremendo piriri, e eu tive que subir pra usar o… trono.
Entrei com muito cuidado, pra não modificar nada no ambiente, porque eu sei que se eu mexer o tapete do lugar, a mãe dela perceberá que alguém esteve aqui. Peguei um saco plástico pra jogar o lixo, a fim de não alterar o volume do lixinho do banheiro, e fui…
Queridos… depois de dois dias fazendo cocô com cara de suco de tamarindo, hoje ele saiu meio sólido. Meio. E não era a melhor hora, porque agora ele não quer ir para a ilha do cocô. Fiz promessas, disse que é o paraíso, com sombra, água fresca, e muitas virgens… mas dou a descarga, o maldito vai e volta. Mil vezes.
E você não precisa fazer essa cara de horror, porque todo mundo faz cocô nesse mundo, e acidentes como esse acontecem.
Enfim, agora estou aqui escrevendo pra ver se tenho uma inspiração divina e descubro o que fazer para ir embora sem deixar essa #$@!*+¨&?# pista de que estive aqui.
Alguém tem alguma dica? Alguém já passou por algo parecido? Comentem, vamos compartilhar nossas trágicas experiências!