Arquivo para Julho, 2008

Porque eu preciso dela…

Postado em Coisas com as tags , em Julho 26, 2008 por romildejunquera

Eu a amo.

Ela é incrível… Divertida, simpática, carinhosa, romântica, compreensiva, super inteligente, esperta, linda, boa de cama, companheira… Ela é tudo de bom…

Foi a primeira pessoa que namorei com quem tive vontade de dividir de verdade a minha vida… E olha que eu ainda sou bem novinha…

Ela me faz ficar patética, boba, mesmo… Então não reparem, eu preciso deixar um recado…

Amor, tô saudade de vxê… Torcendo pras férias acabarem logo… ahhhh!!!!! Eu quero aulaaaaas!!! Eu quero o inferno de sete disciplinas e mais dois estágios, quero ficar preta do sol e pegar um monte de carrapato no meio do mato, estágio em campo todos os dias, se for pra ficar pertinho de você…

Te amo, minha pequenininha!

Fuga

Postado em Poética com as tags , , em Julho 19, 2008 por romildejunquera

Foi no tempo em que eu tinha sonhos, e não planos…

Eu queria fugir com o circo.

Ver a lona acendia dentro de mim algo que nunca soube explicar… Era como se da lona pra dentro houvesse um mundo totalmente diferente, e eu queria muito fazer parte dele…

As maquiagens coloridas… as pessoas fazendo coisas incríveis com os seus corpos… pra mim nem eram pessoas, eram seres superiores, supremos, donos de sua liberdade, e que possuíam a chave daquilo tudo.

A trapezista… Ah, ela voava… eu eu sonhava com a sensação de estar voando… ficava sentindo em mim o vento que deslizava pelo corpo dela enquanto ela voava…

Os artistas pareciam tão seguros, tão confiantes…

Pensava em viajar por muitos lugares… fazer muita gente dar risada, e se impressionar… conhecer muitas pessoas…

Um dia o circo foi embora. Quando voltou, eu já tinha planos.

Fuga

Se um dia um circo me levou
Foi um desejo, um sonho, um pensamento,
Na realidade inconstante do que sou
O circo foi embora, eu lamento…
Ficarei mesmo por aqui, contando passos,
E um ritmo cadente me anuncia
Vivendo sem sentido, cabisbaixo,
Mero escravo do relógio que nos guia…
Se um dia um circo me levou
Foi um desejo, um sonho, um pensamento…
Que na verdade triste do que sou…
Não sou nada, não sei nada… Só lamento…

Violência Sexual

Postado em Coisas com as tags em Julho 6, 2008 por romildejunquera
Violência Sexual

Violência Sexual

Hoje, visitando o blog da Gelsa, li um post que me deixou profundamente tocada.

Sobre uma garota Nativa de 16 anos, da tribo Xavante, que sofreu violência sexual com empalamento. Enfiaram nela um objeto pontiagudo de 40 centímetros, perfurando órgãos genitais, órgãos do aparelho reprodutor, e ainda estômago e baço. A menina tinha problemas neurológicos em função de uma meningite, não falava, andava em cadeira de rodas, e estava internada no Centro de Apoio à Saude Indígena, quando o crime aconteceu. Ela sentiu dores abdominais e foi levada ao HU de Brasília e morreu durante uma cirurgia, de parada cardíaca.´

A violência sexual, para mim, é o pior crime que se pode cometer contra um ser humano. Não tenho palavras para descrever o quanto fico horrorizada com esse tipo de coisa. Sevícias sexuais ferem a integridade física, a integridade moral, a dignidade, a privacidade, a autonomia de uma pessoa. É o pior atentado que se pode cometer contra sua vida. Deixa seqüelas para a vida toda, deixa a angústia, o receio, a inquietação…

Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), a cada oito minutos, um menor de idade é vítima de abuso sexual no Brasil, sendo que 80% das vítimas são meninas com idades entre dois e 10 anos. Em 2005, foram mais de 60 mil casos. Isso, só contra menores de idade!

Mas a violência sexual é igualmente execrável em qualquer circunstância, não importa quem protagonizou, nem como, nem se a vítima era uma criança ou uma mulher, um homossexual, um homem…

Eu prego a paz, o amor, o respeito, a compreensão, o perdão… Mas diante de um caso de violência sexual, perco a linha da minha personalidade, da minha ideologia. Porque eu não consigo sentir nem um pingo de remorso, desejando coisas ruins aos violentadores.

Geralmente são homens, o pai, ou o padrasto.

 Então eu desejo que eles tenham uma morte lenta e muito dolorosa… Quero que moam o pinto deles num moedor de carne, ou que prendam a pontinha numa morsa e estiquem até arrancar, ou que cortem ele inteiro, pedacinho por pedacinho, com um cortador de unha… que eles sofram tanto quanto fazem sofrer, ou mais, ainda, se possível!

ps.: leia sobre o caso da india aqui no Estadão

Cirurgia de Lipoaspiração?

Postado em Coisas, Uncategorized com as tags , , em Julho 4, 2008 por romildejunquera

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos  lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.  
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.  
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.  
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.  
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem,  quero caber nas roupas,   quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes  anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados  aos vinte anos não é natural.  
Não é, não pode ser.  
Que as  pessoas discutam o assunto.  
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.    
”Cuide bem do seu amor, seja ele quem for”.

Herbert Viana falou e eu assino embaixo!

como um efeito placebo

Postado em Querido Diário... em Julho 1, 2008 por romildejunquera

Oi. Antes de mais nada, desculpem a ausência, a faculdade está me matando!

Enfim, hoje eu vou escrever sobre o poder da nossa mente.

Sabem o placebo?? Não, não a banda… O Efeito placebo! É o efeito de um remédio ser mais eficaz quando o paciente acredita que vai se curar… É cientificamente comprovado que existe!

Foi assim… Pegaram um montão de cobaias humanas voluntárias e expuseram essas pessoas a uma dor (pressão no braço). Algumas foram com a cara e a coragem e sentiram uma dor 10. Algumas tomaram analgésico sem saber, e sentiram uma dor 5 (o analgésico fez efeito 5, que seria portanto o efeito real do fármaco). Algumas tomaram analgésico sabendo que era analgésico, e sentiram uma dor 4. Algumas tomaram analgésico pensando que fosse um analgésico fortíssimo, quase anestésico, e sentiram uma dor 1. (Obs: números hipotéticos, só pra exemplificar.)

Mas isso tudo eu escrevi só pra exemplificar o poder que a mente tem sobre a fisiologia do nosso corpo. Não só para curas, mas pra outras coisas também. Tem mulheres que pensam estar grávidas e ficam barrigudas… Tem homens que emocionados com o nascimento do filho, produzem leite… Enfim…

A minha mente, atua no sentido de zombar das minhas neuroses. Exemplos:

Morro de nojo de balaustres. Toda manhã, eu, limpinha, cheirosinha e recém banhada, quando pego o ônibus, tenho que segurar no balaustre. E vocês já repararam que ele está sempre ensebado??? É nojento!!! Eu fico neurótica… Olho pras pessoas e fico imaginando onde elas estiveram com a mão antes de segurar no balaustre… “Aquele moço tá com cara de quem foi ao banheiro, fez cocô e não lavou a mão…” ou “Aquela moça parece que acabou de tirar caquinha do nariz…” e “Credo, aquele muleque espirrou e limpou com a mão”e também “que cheiro de pinga, esse cara deve estar voltando do buteco pra casa agora, aposto que não lava as mãos desde ontem, deve ter pego em tudo quanto é que coisa suja…”. E onde entra minha mente zombeteira nisso?? Todo dia, quando estou lá, chacoalhando no ônibus, com a mão no balaustre nojento, me dá coceira nos olhos! Claro que eu não vou coçar os olhos com as mãos sujas de coco, caquinha de nariz, espirro e tudo quanto é que é coisa suja… Fico com coceira até chegar à faculdade… Vou direto pro banheiro, lavo as mãos… Ai nem precisa coçar, a coceira passa sozinha…

Também sempre que eu vou pro estágio no meio do mato, totalmente longe de qualquer banheiro e sem nada parecido com papel higiênico, me dá vontade de fazer xixi, ou então dor de barriga, algo do gênero… Incrível que nos dias sem estágio meu relógio fisiolágico funciona corretamente…

É ou não é perseguição psicológica???

A foto é daqui… só por causa do balaustre…