
Violência Sexual
Hoje, visitando o blog da Gelsa, li um post que me deixou profundamente tocada.
Sobre uma garota Nativa de 16 anos, da tribo Xavante, que sofreu violência sexual com empalamento. Enfiaram nela um objeto pontiagudo de 40 centímetros, perfurando órgãos genitais, órgãos do aparelho reprodutor, e ainda estômago e baço. A menina tinha problemas neurológicos em função de uma meningite, não falava, andava em cadeira de rodas, e estava internada no Centro de Apoio à Saude Indígena, quando o crime aconteceu. Ela sentiu dores abdominais e foi levada ao HU de Brasília e morreu durante uma cirurgia, de parada cardíaca.´
A violência sexual, para mim, é o pior crime que se pode cometer contra um ser humano. Não tenho palavras para descrever o quanto fico horrorizada com esse tipo de coisa. Sevícias sexuais ferem a integridade física, a integridade moral, a dignidade, a privacidade, a autonomia de uma pessoa. É o pior atentado que se pode cometer contra sua vida. Deixa seqüelas para a vida toda, deixa a angústia, o receio, a inquietação…
Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), a cada oito minutos, um menor de idade é vítima de abuso sexual no Brasil, sendo que 80% das vítimas são meninas com idades entre dois e 10 anos. Em 2005, foram mais de 60 mil casos. Isso, só contra menores de idade!
Mas a violência sexual é igualmente execrável em qualquer circunstância, não importa quem protagonizou, nem como, nem se a vítima era uma criança ou uma mulher, um homossexual, um homem…
Eu prego a paz, o amor, o respeito, a compreensão, o perdão… Mas diante de um caso de violência sexual, perco a linha da minha personalidade, da minha ideologia. Porque eu não consigo sentir nem um pingo de remorso, desejando coisas ruins aos violentadores.
Geralmente são homens, o pai, ou o padrasto.
Então eu desejo que eles tenham uma morte lenta e muito dolorosa… Quero que moam o pinto deles num moedor de carne, ou que prendam a pontinha numa morsa e estiquem até arrancar, ou que cortem ele inteiro, pedacinho por pedacinho, com um cortador de unha… que eles sofram tanto quanto fazem sofrer, ou mais, ainda, se possível!
ps.: leia sobre o caso da india aqui no Estadão