Ninho

No calor do teu regaço fiz meu ninho
E meu ninho no teu colo era meu mundo
Mas num segundo tudo muda, muda muito,
E o teu lapso ciúme fez-se fato
E o meu pranto não se fez jamais ouvido
Dos meus soluços, do meu choro reprimido,
Nunca mais se fez-se um rápido sorriso
Vi calado o nosso céu virar inferno
Era tão pequeno e tão profano
O teu amor que me juraste ser eterno
Que me vi terreno, sujo, só, insano…
Na frieza do teu laço me fiz lúgubre
No regaço, no teu colo, fiz meu ninho
E meu ninho no teu colo se fez leito…
Da frieza do teu gesto fiz um laço
E então dum salto incerto me fiz fúnebre
E o fim do nosso amor foi meu baraço.
agosto 14, 2009 às 11:48 am
arrazou como sempre! tu escreves mto bem!
nem chego aos seus pés