Costumo dizer que Minas é o Estado do meu coração, pois foi onde comecei a construir a minha vida sozinha, foi onde começou a minha independência e a minha aprendizagem, e as minhas experiências, e blah blah blah…
Mas sinto saudade de São Paulo, uma saudade que não sei explicar, é como a nostalgia de uma coisa que eu nem cheguei a conhecer… Como sentir saudade de uma ilusão. (Não, não sou esquizofrênica.)
É porque eu não cheguei a MORAR na capital, mas tenho saudade da idéia que eu faço de como seria. Os eventos, os shows incríveis, os teatros, as praças, os museus, as oportunidades, a correria, a movimentação, a diversidade, e até a insegurança, a incerteza, o medo, o perigo, vai, que adrenalina é uma delícia!
Tá bom que Sampa tem lá suas incoerências… Por exemplo, se é Terra da Garoa, devia se chamar São Pedro, e não São Paulo… Mas tudo bem, vamos relevar. Pra ilustrar, minha Ode à terra que carrego nos sapatos:
Andando pelas ruas, ruídos.
Pessoas a largos passos, passam por mim
Sem me ver, velozes, eu as vejo:
Gente de todo jeito, de todo gene,
Estereótipos, tipos estranhos.
A pressa impressa no ritmo,
Ambulantes cantando preços.
Gravatas, canetas gravadas, homens,
Mendigos, meninos vendendo doce.
Esquinas, meninas vendendo ventre
O trem, o metrô, o trabalho…
A economia, o milhão e a miséria
Conurbação de tempo, de espaço, de tudo
O mundo todo num ponto do mapa.







