Pinto Roxo

Postado em Uncategorized em Agosto 3, 2009 por romildejunquera

pintos

Dizem alguns autores que o fato de os filhotes serem fofinho, bonitinhos e engraçadinhos, é uma estratégia da natureza para proteger esses filhotes, até eles terem condições de se protegerem sozinhos.

Isso porque todo mundo adora os filhotinhos, até os animais. Nem o mais desalmado e traiçoeiro felino predaria um filhotinho. Só os caçadores de foca do Canadá. ¬¬

Em se tratando de animais domésticos, isso pode ser um problema. Todo filhotinho dá vontade de ter. Que coisa fofa. Fazem gracinhas, ooohhhhmmm… Seis meses depois, aquilo tá enorme, estragando suas roupas, detonando seu cd novo do Nando Reis, furando seu desodorante, revirando lixos, comendo suas coisas, estragando seus tênis, enchendo o mundo todo de pêlo.

Vive acontecendo. Ratinhos, aquelas coisinhas rosadas, desprotegidas, você sente necessidade de cuidar e amar a vida toda. Duas semanas depois, os machos estão nojentos e fedidos, com um saco enorme arrastando na gaiola.  Cachorrinhos, uma amiga ganhou dois da namorada. Dois filhotes, que presente lindo! Tão fofinhos, tão queridos. Depois creseram, né. Presente de grego. Dois monstrengos enchendo a casa de cocô, xixi, pêlo e restos mortais dos seus pertences queridos, já destruidos (eu adorava eles, mas n era eu que limpava, né..). Eles nos iludem com aquela aparência cativante, depois, que decepção: crescem!

Mas uma coisa me preocupa seriamente. A nova mania dos Filipinos, de vender pintinhos tingidos. Gente, aquela coisa fofa vai crescer! Cachorrinhos viram cachorros. Apesar da bagunça e da sujeira, e da raiva que a gente passa, ainda são fofos. Mas pintinhos coloridos vão perder a cor e virar frangos!

Se essa moda pega, vai ser o caos. Imagine pessoas tendo frangos de estimação… E o trauma daqueles que chegarem em casa e encontrarem o Totó com batata assada, em vez de cacarejando como de costume!

Enfim… Eu não queria ter um pinto roxo!

Sobre nós (o amor e eu)

Postado em Uncategorized em Julho 28, 2009 por romildejunquera

É 01h11min da madrugada, e eu tenho médico às 7h, deveria estar dormindo, mas não conseguiria antes de escrever essa carta para você. É sobre mim, e sobre o amor.

Sabe, estou me sentindo completamente perdida e desorientada. Totalmente confusa, não sei o que fazer, não quero pensar em nada, não sinto vontade de fazer nada. Estou sofrendo. Agora, contudo, não sofro pensando que você deve ter saído no fim de semana e ficado com alguém. Acho que não me importa com quem você está, agora que você não está comigo. Sofro porque você não está comigo.

E eu sinto saudade. Sinto saudade do seu sorriso e da covinha linda que nasce toda vez que você sorri, sinto saudade do seu cheirinho gostoso, da sua pele, do seu cabelo e de como você fica ainda mais linda de cabelo solto, sinto saudade da sua voz falando no meu ouvido com aquele sotaque bonitinho, ou gemendo, sinto saudade do seu abraço aconchegante, sinto saudade da sua cabeça no meu ombro na hora de dormir, e de acordar sentindo seu calor e seu cheirinho, e dizendo “bom dia, meu amor!”, sinto saudade da sua tatuagem, enfeitando seus braços que eu adoro, e do seu corpo em cima ou embaixo do meu, me amando, da sua cara de prazer, do prazer que você me dá, sinto saudade do seu bom humor, do seu carinho, da sua simpatia, sinto saudade de tudo em você.

Sofro vendo casais apaixonados nos filmes, sofro ouvindo músicas que me lembram você, sofro vendo imagens do mar, de praias. Sofro porque amo você.

Talvez você esteja tendo uma idéia errada sobre essa carta. Eu não quero que você fique triste, nem que  se sinta culpada, nem com nenhum tipo de remorso, arrependimento e muito menos pena. Pelo contrário, quero que você fique feliz ao saber que tem alguém que sente por você uma coisa tão rara e doce como o amor.

Também, pode parecer estranho, mas apesar desse nó na minha garganta, apesar dos olhos marejados e do coração apertadinho, eu não estou triste.

Penso que sofrer e sorrir sejam as duas partes do amor.

Com você, eu tive momentos fantásticos. Pulei na cama elástica, fui a praias e, pela primeira vez, a uma cachoeira, comi coisas que nunca havia comido (embora as tenha vomitado depois), conheci lugares incríveis, pessoas legais, gravei vídeos, tirei fotos, fiz amor como nunca havia feito, vi o pingüim, a tatuíra, os patos, coelho em crise de identidade, passeei de barco. Nada do que eu disser será o bastante para que você entenda o quão maravilhada eu fiquei com os lugares que vi aí. E foi você quem me deu isso. Eu fui realmente feliz com você.

Não há nada mais sublime na vida que a capacidade de amar. E eu te agradeço, porque sinto amor.

Fiz você sorrir também, e você parecia feliz junto comigo. Isso é muito importante pra mim. No fundo no fundo, eu acho que você nunca me amou. Penso que para você foi apenas uma paixão, a princípio muito forte, mas que depois, como é típico das paixões, passou. Mas isso não me importa.

Penso em tudo o que aconteceu entre os dois extremos que você me disse. Desde o “Eu não posso ser boba a ponto de me apaixonar por alguém que mora tão longe” até o “Eu não tenho certeza de que te amo”, passando por todos os “eu te amo”. Só tenho boas recordações de nós duas. Você sempre será um sorriso na minha memória.

Por isso, o que eu tenho pra te dizer é: Obrigada por me dar a oportunidade de amar.

E mais uma vez: Não precisa ser pra sempre pra valer a pena, já valeu!
mas ainda não terminou ;)

Bahia de todos os sonhos

Postado em Coisas, Querido Diário... em Julho 9, 2009 por romildejunquera

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Uma profusão de gente, jeitos, cores, cheiros. Gringos, baianas, ciganas, brincos… Ladeiras de paralelepípedos, paredes coloridas, igrejas.

Na Igreja de São Francisco, o olhar estatelado dos turistas e sobretudo dos baianos, sob toneladas de ouro, dinheiro extorquido e mão de obra negra e escrava dos antepassados daquela gente.

Bem de frente aos Franciscanos, os Jesuítas. Na Bahia tem terreiro pra Iorubá e também tem terreiro pra Jesus.

Você compreende o prazer de uma tarde em Itapuã. Rico, pobre, preto, branco, turista, assaltante. Todo mundo tem mar em Salvador.

“E pegue o agrado da cigana, e agora pegue no seu, de papel, que é pra sobrar”, e lá se vão cinco reais, e a cara de otário.

O barulho do Olodum e a imagem do Michael Jackson em todos os lugares.

Mas dentre todas as lembranças, os cheiros, os sabores, o calor dos temperos, das pessoas e dos lugares, dentre as picadas de muriçoca e as conchinhas da praia, dentre tudo o que minha cabeça trouxe da Bahia, sobressai teimosa uma pergunta: QUEM TEVE A IDÉIA DE ESCREVER ‘LEMBRANÇA DO BONFIM’ NUMA FITINHA VAGABUNDA E VENDER AQUILO???

Cotidiano

Postado em Poética, Uncategorized em Junho 13, 2009 por romildejunquera

Hoje vou contar uma história diferente. Diferente porque é uma história  sobre lésbicas, mas sua orientação sexual  não é o foco da história. Podiam ser dois homens. Podiam ser um homem e uma mulher. Podiam ser Eros e Psiquée. Mas eram Rafaela e Flávia.

Rafaela era uma moça alta, bonita, usava aparelho nos dentes e sempre uma presilha no cabelo. Fazia Matemática, mas adorava português. Literatura. Lia muito, adorava especialmente mitologia. Era um pouco preguiçosa, mas no fim acabava por fazer tudo o que precisava fazer, mesmo que de ultima hora, virando madrugadas para entregar os trabalhos, sempre impecáveis. Era muito segura e tranquila, não era muito ciumenta, nem muito carinhosa, também. Amava a namorada, Flávia, mas não era do tipo que fazia surpresas e declarações.

Flávia era linda. Uma morena baixinha, vaidosa, sempre muito bem arrumada, simpática e sorridente. Cursava odontologia, e era extremamente dedicada, sempre fazia as coisas com antecedência, pois não tinha muita facilidade com as matérias. Era muito ciumenta, um pouco controladora, extremamente romântica, adorava fazer surpresinhas, tentava não deixar o relacionamento cair na rotina, fazia de tudo pra que Rafaela sempre soubesse o quanto era amada.

Rafaela era mais independente e mais madura, era quem tomava as decisões mais responsáveis, embora às vezes exagerasse. Flávia era mais impulsiva e um pouco mimada, mas era quem se doava mais, embora às vezes sufocasse um pouco.

Era uma quinta feira. Flávia chegou às 19. Rafaela havia feito uma lista de reprodução muito legal com as músicas preferidas das duas, pra namorarem ouvindo. Não pela namorada, talvez, mas porque ela gostava. Elas se abraçaram, não se viam desde domingo, não com a paixão dos casais novinhos, mas com braços cheios de carinho, e uma coisa boa no coração, meio que um sentir-se em casa. Assistiram a um filme de Capra que Rafaela baixara da internet, Flávia não gostou muito, preferia comédias românticas. Depois comeram nuggets, desceram à esquina pra tomar sorvete, voltaram pra casa e se deitaram juntas, ficaram conversando um pouco, Flávia falava sem parar, Rafaela ouvia com atenção, mas não falava nada, não comentava, mal respondia. Não havia o que dizer, ela sabia que Flávia não queria respostas pras suas perguntas, só queria externar as perguntas. Se amaram ouvindo a playlist, e ficaram abraçadas depois. Flávia apertou Rafaela com gana, soltou, deu um beijo no rosto. Ficaram em silêncio. Depois perguntou:

_Onde você estava ontem? Te liguei depois da sua prova…
_Fui pra um bar com a galera da faculdade. Comemorar o fim do período, nossa, última prova, finalmente o…
_Se você ficou livre por que não foi lá pra casa?
_Eu tava cansada, dormi duas horas só noite passada. Só o que eu queria era tomar alguma coisa, chegar em casa cedo e descansar…
_Poxa, sempre que eu fico livre na faculdade venho correndo te ver! Você não podia descansar na minha casa comigo? Bar é lugar de descansar?
_Ah, linda, eu não queria pegar metrô, ônibus… Só queria uma noite de paz. Fiquei uns trinta minutos no bar, só.. O tempo de tomar uma caipirinha. Eu estava cansada. Também, eu sabia que você ia vir hoje, então não me preocupei, já que a gente ia se ver logo, mesmo. Eu também estava com saudade, tá?
_Tá, né…
_…
_Quem estava no bar?

E começaram a brigar, porque havia uma menina com quem Rafaela já havia ficado, no bar. Coisa do passado. Flávia sentia o ciume apertando o peito. Ciume é mesmo uma coisa irracional. E Rafaela tentava argumentar, mas não havia o que dizer, ela não tinha culpa, não fizera nada de errado. De repente levantou-se da cama, interrompendo a discussão.

_Onde você vai?
_Embora.
_Embora pra onde? Você está na sua casa!

Mas Rafaela não deu ouvidos. Abriu a cortina, abriu a janela, colocou o pé no parapeito.

_O que você está fazendo, sua doida? – Flávia pensou que fosse alguma brincadeira. Rafaela era uma pessoa séria e sensata, nada no mundo faria ela se jogar do terceiro andar.
_Flávia, o amor não vive sem confiança.

Ficou em pé na janela pro lado de fora, pulou.  Abriu as asas e desapareceu por entre nuvens de fumaça do céu de São Paulo,

…mas ainda não terminou!

Postado em Uncategorized em Maio 24, 2009 por romildejunquera

eu_e_tu

A tecnologia invade a nossa vida de uma tal maneira que o virtual e o real se confundem, se misturam.

Ás vezes o virtual faz falta ao real. Sexta, por exemplo, após dizer “sim, pode apertar esse botão”, tudo o que eu queria na vida era que houvesse um ctrl Z pra eu recuperar as trocentas fotografias perdidas. Perder fotografias dói.

Também, por vezes, o real faz muita, muita falta ao virtual. Agora, diante do computador, vendo fotos, lendo conversas, tudo o que eu queria era que isso fosse real novamente.

Foi uma semana incrível!

Temos sempre que lembrar: não precisa ser pra sempre pra valer a pena. Valeu demais!!!

(e principalmente, não se esqueça: ainda não terminou!!!)

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come?

Postado em Uncategorized em Maio 16, 2009 por romildejunquera

tigreO mundo animal é cheio de perigos, e também cheio de maneiras de se livrar desses perigos. Alguns animais se camuflam, outros mimetizam (aparentam-se com outros animais mais ofensivos), outros fazem tanatose (fingir de morto), dentre outras tantas técnicas. Eles evoluiram aprendendo a lidar com esses perigos. De repente entra o homem nesse meio e, eventualmente, se ferra.

Você está passeando por alguma floresta e, de repente, surge um gorila. Portanto, na África, obviamente. Ele avança pra cima de você batendo nos peitos… Aquele bicho enorme, cerca de 2 metros de altura e 200kg, com a força muscular de sete homens adultos. O que você faria??? Ou ainda, mudando da África para a Índia, você depara com um enorme tigre. Os tigres são os maiores felinos existentes. E agora? Você correria? Ficaria parado? Uma cobra, na Amazônia. O que você faria??

Os grandes predadores da natureza se comportam de maneira diferente em relação à suas presas. Primeiramente, o homem não é presa preferida de bicho nenhum.. Mas invadindo o espaço deles, pode ter certeza: deu mole, vira PF (prato frio feito, caso você não seja universitário e não saiba o que é isso!). O procedimento correto perante um gorila, seria ficar paradinho e abaixar a cabeça, pois se você encarar um primata, ele se sentirá desafiado. Outra coisa: Gorilas não comem carne, eles só comem fruta. Mas isso não significa que não possam atacar. Outros grandes primatas, como o Chimpanzé, são onívoros, isso vale pra eles também.

Mas os tigres, esses são terríveis…sorrateiros. Não se ouve um tigre andar pelas folhas, ele não faz nem barulho. E só ataca pelas costas. Então se um tigre aparecer, meu amigo, encara ele nos lhos e fica paradinho. Primeiro que correr não adianta, ele corre muito mais. Segundo porque correndo você dá as costas. Tem relatos de tigre que caça de cima das árvores…As pessoas andam em fila indiana, você na frente, de repente faz uma pergunta e seu amigo não responde. Pode olhar pra trás que não tem ninguém, o tigre pegou. Tem relato de gente que foi pega por tigre de dentro do barco. O barco passou por debaixo de uma árvore, e o tigre pescou.

E cobra? Tem cobra que o melhor é ficar parado, beeem parado. Mas também tem cobra que não se orienta pelo movimento, e sim pelo calor. E elas são tão sensíveis que percebem alterações da ordem de 0,5 ºC. Tem que conhecer a cobra pra saber se é melhor correr ou ficar parado, mas como a natureza não dá tempo pra apresentações… Enfim… O que eu concluo disso tudo, é que se me encontrar numa dessas situações eu prefiro morrer do coração logo de uma vez.

saudade…

Postado em Poética com as tags , em Abril 29, 2009 por romildejunquera

lesbicas2

(Tenho sentido saudades de coisas que nem vivi)

No teu corpo repousa minha saudade..
dos teus franzires, dos teus sorrisos
e no meu sorriso repousam teus gemidos
e no teu repouso, meu regozijo…
meu gozo!

Um fiel feliz

Postado em Na labuta com as tags , , , , em Março 31, 2009 por romildejunquera

Ostentação da riqueza material, que, de acordo com a teologia da IURD, é uma dádiva de Deus

Ostentação da riqueza material, que, de acordo com a teologia da IURD, é uma dádiva de Deus

Se você frequenta esse blog, já sabe que apesar de respeitar a fé, abomino religiões. Religião é história. Invenção humana. A Fé, eu compreendo, é algo que se sente. A religião é uma mentira que foi contada até que se tornasse verdade para diante da fé das pessoas. À parte as questões filosóficas que me fazem desacreditar nas religiões, há questões práticas: religião virou meio de vida, tomou conta dos meios de mercado. Pessoas fazem atrocidades em nome de seus deuses. Pessoas fazem sacrifícios pessoas em nome da religião.

Pois bem. Ontem recebi um e-mail com fotografias da Mansão de Edir Macedo em Campos de Jordão (SP), e fiquei indignada. Como não sou leviana e não pretendo, com esse post, nenhum tipo de sensacionalismo, preciso dizer: Há controvérsias sobre a veracidade dessas fotografias. Mas foram gastos 240.000 mil reais em mármore, trazido da itália, para as ornamentações. Mas a mansão tem 35 cômodos ao todo, construídos sobre um terreno de 2.000 m², e foi avaliada em R$ 6.000.000. Seis absurdos milhões de reais. Essas, sim, são informações confirmadas, e tornam as fotografias desnecessárias à minha indignação.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) prega o dízimo e as ofertas voluntárias a Deus, mas a forma como os fiéis são coagidos a ‘doarem’ o dízimo já foi motivo de inúmeras denúncias, a exemplo daquela feita pelo Jornal Nacional em 1995 (Sobre como Edir Macedo ensina os bispos e pastores da IURD a extorquirem os fiéis). Embora o dízimo devesse ser doado, há um caso que preciso relatar: um grande amigo da minha família foi contratado para fazer a segurança de um evento da IURD. A orientação que ele recebeu foi de não deixar ninguém entrar sem dar o dízimo. Eis que chegou uma mãe desesperada, com seu filho doente, para a celebração, posto que a libertação dos espíritos malignos e a cura de qualquer doença também são doutrinas daquela igreja. Mas a mulher não tinha dinheiro. Compadecido, tocado pela incrível fé de uma mulher que chorava à porta, dizendo que precisava assistir ao culto para a cura de seu filho, o segurança foi pedir uma nova orientação, e a resposta, pasmem, foi que ele não deixasse a mulher entrar.

Chega a ser desnecessário dizer que o que aconteceu vai contra tudo aquilo o que eu acredito que deveria ser a base de uma igreja. Mas eu compreenderia se vocês não acreditassem nessa história, posto que sou declaradamente uma pessoa revoltada para com as igrejas. Vamos falar então de coisas mais concretas.

A IURD está presente hoje em pelo menos 172 países. No Brasil, possui, segundo as últimas estimativas, cerca de 15 milhões de fiéis, dos quais grande parte pode pagar seus dízimos com cartão de crédito, posto que muitos dos templos possuem a maquininha para que, aqueles que esquecem o dinheiro em casa não percam a oportunidade de exercitar sua generosidade.

O fundador da IURD, Edir Macedo, é também dono da Rede Record de Televisão, Rede Família, Record News, Line Records, Rede Aleluia, formada por 65 emissoras de rádio e um parque gráfico o Universal Produções. Tem graduação e doutoramento pela Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo. É autor de livros como “Orixás, Caboclos e Guias – Deuses ou Demônios“, que lhe rendeu um processo por apresentar opiniões discriminatórias contra o espiritismo e a religiões afro-brasileiras, e “Castigo Divino”, que me rendeu boas risadas.

Neste último, Edir condena o sexo anal, dizendo que o ânus compara-se ao esgoto, onde só vivem ratos, baratas e mendigos. Condena o sexo oral, como se algumas partes do corpo fossem endemoniadas e outras santificadas, condena a posição ‘cachorrinho’, como se a posição em que você faz sexo o tornasse mais pecaminoso. Segundo o Bispo, “O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a mulher deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência o açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.” Ou seja: você tempera a vagina e o pênis, e faz sexo-salada.  É bem light, come não fica com peso na consciência. Saudável e, o melhor: sins free! Totalmente livre de pecados.

Mas se nos momentos de tentação, você se esquecer de uma das etapas desse processo que é um verdadeiro Protocolo, sua alma não estará perdida: você poderá ir a uma sessão de Desencapetamento Total, que a IURD oferece frequentemente.

Edir Macedo e sua corja igreja são ferramentas de lavagem cerebral. Fazem a cabeça dos fiéis, os extorquem, e levam vidas confortáveis às custas do sacrifício e do trabalho dessas pessoas. Ele sim, é um fiel feliz.

Ode a São Paulo

Postado em Uncategorized em Março 24, 2009 por romildejunquera

sampaCostumo dizer que Minas é o Estado do meu coração, pois foi onde comecei a construir a minha vida sozinha, foi onde começou a minha independência e a minha aprendizagem, e as minhas experiências, e blah blah blah…

Mas sinto saudade de São Paulo, uma saudade que não sei explicar, é como a nostalgia de uma coisa que eu nem cheguei a conhecer… Como sentir saudade de uma ilusão. (Não, não sou esquizofrênica.)

É porque eu não cheguei a MORAR na capital, mas tenho saudade da idéia que eu faço de como seria. Os eventos, os shows incríveis, os teatros, as praças, os museus, as oportunidades, a correria, a movimentação, a diversidade, e até a insegurança, a incerteza, o medo, o perigo, vai, que adrenalina é uma delícia!

Tá bom que Sampa tem lá suas incoerências… Por exemplo, se é Terra da Garoa, devia se chamar São Pedro, e não São Paulo… Mas tudo bem, vamos relevar. Pra ilustrar, minha Ode à terra que carrego nos sapatos:

Andando pelas ruas, ruídos.

Pessoas a largos passos, passam por mim

Sem me ver, velozes, eu as vejo:

Gente de todo jeito, de todo gene,

Estereótipos, tipos estranhos.

A pressa impressa no ritmo,

Ambulantes cantando preços.

Gravatas, canetas gravadas, homens,

Mendigos, meninos vendendo doce.

Esquinas, meninas vendendo ventre

O trem, o metrô, o trabalho…

A economia,  o milhão e a miséria

Conurbação de tempo, de espaço, de tudo

O mundo todo num ponto do mapa.

Coisas que eu aprendi morando sozinha I

Postado em Na labuta com as tags , , , , em Março 21, 2009 por romildejunquera

Quando você sai de casa, digievolui¹ 3 anos a cada ano, praticamente. Descobre, aprende, compreende… Percebe que é o começo do seu desenvolvimento pessoal, longe da barra da saia da mãe.

Uma coisa pra anotar e nunca se esquecer em face às diversas experiências, é: experiências negativas também são experiências, e resultados negativos, também são resultados (inclusive, algumas vezes, resultados negativos são desejáveis, vide os exames de HIV).

Algumas constatações são deveras muito práticas. Deixar a roupa no banheiro enquanto você toma banho, exclui a necessidade de passar roupa, se você for daquelas pessoas que toma banho fervendo. Se você toma banho gelado, pendure a roupa no varal já bem esticada, de preferência cada coisa em seu cabide, que além de eliminar o trabalho de passar, fica mais prático pra guardar.

Maaaaas… Se você, como eu, concorda que em dia de reuniões com o orientador a roupa tem que estar impecável e passada, vai a dica: não se passa roupa de Lycra com ferro quente. É uma experiência negativa interessante. Quando você chega o ferro perto, ele puxa a blusa, ela gruda no ferro! Quando você separa esses pombinhos, a blusa está com a marca do ferro, e o ferro está cheio de tecido. É aquela velha história de deixar um pouquinho de si e levar um pouquinho do outro, eu acho.

Mais uma coisa sobre ferros e roupas, é que se você não tirar o tecido do ferro antes de passar uma terceira roupa, ela mancha.

Conclusão: Morar sozinha faz com que seu guarda-roupas fique… digamos… mais enxuto, mais light…

Algumas constatações, são deveras interessantes, praticamente estatísticas:

De cada 3 hot-dogs que você comer nos carrinhos de hot-dog a caminho de casa, um te dará intoxicação alimentar.

De cada 3 infecções alimentares que você tiver, uma te levará para o hospital.

De cada 3 vezes que você for parar no hospital por intoxicação alimentar, em uma será detectada infecção intestinal.

O que você aprende com tudo isso??? Alguns antibióticos e muitas horas no banheiro depois, está tudo certo.

Deus protege os universitários, aleluiairmão, amém.

1 Outra coisa de morar com outras pessoas, estar em contato com muita gente, é a conurbação de vocabulários. Essa veio diretamente de Assis, do vocabulário da Gabi! ^^’